O Ministério Público Eleitoral (MPE) de Roraima deflagrou uma série de ações contra candidatos nas eleições municipais de Boa Vista, acusando-os de crimes eleitorais como compra de votos e abuso de poder econômico. As investigações apontam para um esquema de corrupção que teria influenciado o resultado das eleições.
Genilson Costa e Carol Dantas
O atual presidente da Câmara Municipal, Genilson Costa (Republicanos), e a vereadora eleita, Carol Dantas (PSD), são os principais alvos das acusações.
De acordo com o MPE, Genilson liderou um esquema de compra de votos, utilizando recursos não declarados.
As investigações encontraram provas de que foram gastos mais de R$ 4 milhões em propinas, um valor muito superior ao patrimônio declarado pelo candidato.
Carol Dantas, por sua vez, é acusada de abuso de poder por utilizar um influenciador digital para divulgar sua campanha nas redes sociais. Essa prática, segundo o MPE, desequilibrou a disputa eleitoral.
Para a Promotora de Justiça Eleitoral, Ilaine Pagliarini, os crimes eleitorais devem ser punidos. "Nestas eleições nós atuamos arduamente para combater os crimes eleitorais. Foram realizadas várias operações com a intenção de resguardar o pleito. É importante que os candidatos e toda a sociedade entenda que compra de votos e outros crimes que ocorrem no período eleitoral, violam a democracia e devem ser penalizados", ressaltou a Promotora de Justiça.
Juliana Garcia e Sandro Baré
As candidatas Juliana Garcia e Sandro Baré também foram alvo de ações eleitorais.
Juliana foi indiciada por compra de votos, com a apreensão de R$ 77 mil em dinheiro durante as investigações.
Sandro Baré é acusado de abuso de poder econômico por gastar mais de R$ 871 mil em campanha, um valor que não foi declarado à Justiça Eleitoral.